quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Rendição ao Rappa!


Rendo-me! Rendo-me ao Rappa!
Sempre que me falavam que amavam o Rappa, por que isso e aquilo eu nunca dava muita bola, por que banda para me convencer tem que ser de cara e eu confesso nunca tinha me empolgado muito com esta...

Sempre respeitei é claro. É óbvia a qualidade do trabalho e da música feita por eles, mas gosto é gosto... As letras são interessantes, mas não me tocavam muito, se for assim prefiro Sabotagem, Racionais, até o RZO de antigamente, em fim, se é para “pensar politicamente” tenho outras preferências...

Então aproveitando a vinda do Rappa para o lançamento do disco 7 Vezes, resolvi provocar-me e ir, pois pensei: “Bom, se tanta gente gosta, talvez eu vendo de perto...”. Então me toquei sozinha para o Pepsi On Stage na noite do sábado dia 18 de outubro.

Cheguei com o show já começando com a música “Meu Santo tá Cansado”, então fui me acotovelar com diversos fotógrafos na frente do palco, então até aí não deu para sentir muito que o Rappa poderia despertar de diferente em mim...

Em seguida vieram músicas mais antigas misturadas coma as novas. Entre estas destacaram-se “Monstro Invisível” e “7 vezes”, que na verdade é uma canção de amor, o que é novidade no histórico desta banda.

Depois de algumas fotos me dei ao luxo de literalmente ficar de bobeira, e foi justamente quando Falcão começou a cantar a música, “Me deixa” que tem exatamente isso: “’bobeira”, no refrão, que eu fui conquistada pelo Rappa! Afinal eu tinha ido de literalmente de bobeira, for fun, e acabei me redescobrindo musicalmente...

Em seguida vierem clássicas cantadas do início ao fim por todo público como “Reza Vela”, “Mar de Gente”, “Minha Alma”, “Rodo Cotidiano”, “Hey Joe” e “Pescador de Ilusões”.
Impressiona como esta banda composta pelo baixista Lauro Farias, o guitarrista Xandão, o baterista Marcelo Lobato e é claro o vocalista Falcão, consegue esquentar o público porto alegrense, que é famoso por ser muito exigente e até um tanto frio. Mas neste caso não, todas as pessoas, sem exceção cantavam e dançavam como se estivessem libertando-se! Bom, afinal este é um dos papéis da música: Libertar-nos!!!! E isso o Rappa trás na sua essência.

Será que tanta energia é em função de ter ficado cinco anos sem lançar um álbum novo e vir com o 7 Vezes que trás 13 composições próprias? Não sei... Nunca tinha visto show do Rappa, mas acredito que provavelmente todos devam ser assim...

O Rappa não faz o rap, mas a música é assim, ela tem que ser experimentada, vista, sentida e cantada ao vivo até a garganta doer para te pegar de jeito e tu saber aproveitar o que ela oferece de melhor independente do estilo que seja, e com certeza o Rappa me conquistou definitivamente.

Fico devendo a entrevista por que como fui só curtir o Show (também sou filha de Deus), o intuito nem era fazer cobertura, mas no fim não resisti de contar aqui do Dear essa minha nova descoberta musical e dividir algumas imagens deste show tão bem produzido e com um cenário belíssimo feito por Zé Carratu, um dos mais conceituados cenógrafos do Brasil.

Eu, talvez atrasada, mas nunca tardiamente, recomendo aos ainda não conquistados como eu: RENDAM-SE AO RAPPA!!

Um comentário:

Helga Kern disse...

Oi Carol,
legal que achou nosso site!
Estamos procurando por pessoas que sejam pesquisadores e estudiosos de uma moda geral. Não dividimos os colaboradores por assuntos. Enfim, se você quiser escrever algum texto sobre a moda dentro do hip-hop, você pode me enviar por e-mail que publico no blog sem problemas, ok?

Abraço!